O fluxo que juntei a partir de três posts e uma dúzia de repositórios, o que a gente já tem, o que falta, onde o Blender entra e o que dá pra criar.
O Claude não "faz um vídeo". Ele escreve um programa que desenha cada quadro. Por que isso muda a revisão.
Slides 03–06Oito etapas, do briefing à entrega, com quatro portões de aprovação seus. Som, autocrítica e Blender.
Slides 07–18Ideias para a SulAmérica e para freela e portfólio, e o próximo passo que eu recomendo.
Slides 19–23O prompt é um décimo do resultado.
Os vídeos "de um prompt só" que viralizaram tinham por trás briefings de 9 a 19 mil caracteres, referência visual, assets reais e um ciclo de autocrítica. O resto é o sistema em volta do modelo. É esse sistema que vale montar.
function render(t) { // desenha o estado exato do filme em t forma.largura = mola(t, 1.2, 110, 380) texto.opacidade = entra(t, 1.4) }
Arraste a barra: qualquer instante sai na hora, sem "tocar" o que veio antes. Isso é o seek(t), e é a regra que não se dobra.
Sem relógio escondido, sem aleatório sem semente. O mesmo quadro sai igual toda vez.
render(t) em um HTML
chama 900 vezes (15 s a 60 qps)
junta quadros, locução e trilha
cor BT.709, pronto pra subir
O tempo de entrada é um valor no código. Troca e renderiza de novo só aquele trecho.
O asset é um arquivo real. Substitui e o resto do filme fica exatamente igual.
O exagero de um movimento é um parâmetro da mola, não um "gera de novo e torce".
Foto realista, personagem e movimento orgânico. Nesses casos continua sendo foto, vídeo gerado por IA ou o seu After. Código ganha em produto, interface, dados, tipografia e explicador.
Cada etapa grava um arquivo na pasta do projeto. A seguinte lê o arquivo, não a conversa. Nos portões, você aprova antes de seguir.
Frase do filme, público, duração, formatos, assets reais.
campanha.jsonNossas peças viram um guia de estilo escrito.
style_guide.mdCenas por estado, com tempo e motivo.
Portão 1Um quadro por cena, já criticado.
Portão 2Baixa resolução, movimento e locução provisória.
Portão 3Movimento final, locução, trilha e mix.
src/ · audio/Contact sheet, nota, corrige os 3 piores.
Portão 416:9, 9:16 e 1:1 próprios, mais ganchos e CTAs.
out/FILME a frase que fica · público · duração · formatos ASSETS logo, telas reais, fontes e cores do DS, locução, trilha VISUAL o que manter da referência clichês proibidos LINHA nunca inventar tela, número ou logo ENTREGA roteiro, contact sheet, vídeo, quadro-pôster, arquivos-fonte
Sem briefing, o modelo preenche cada lacuna com o padrão mais seguro que conhece: título centralizado em degradê, tudo surgindo em fade, logo no fim. É por isso que os vídeos de IA parecem irmãos.
Ele pode inventar movimento de câmera. Nunca inventa a tela do produto. Se falta um asset, ele para e pergunta.
Cenas revisadas viram biblioteca: título, tela com cursor, gráfico, CTA. O Claude escolhe e configura, em vez de reinventar o visual a cada vídeo. Trocar texto, cor ou CTA é mudar o arquivo, não o código.
Escolher a referência: um quadro, um vídeo curto ou uma pasta das nossas peças (KVs, carrossel, one page).
O ffmpeg tira um quadro a cada 0,5 s e o Claude estuda.
Ele escreve o style_guide.md: paleta, tipos, duração dos planos, transições, câmera, textura.
Pega a gramática, nunca o conteúdo. Nada de copiar logo, texto ou cena.
Nomear um estilo funciona melhor que descrever. E referência própria é o que impede o vídeo de parecer com todos os outros feitos por IA.
Uma imagem que ganha a atenção
O atrito, mostrado na tela
O produto entra por uma interação real
Uma tela ou um número sustenta a promessa
Estado final limpo e CTA legível
Cada cena tem estado de entrada, estado de saída e um motivo. Se não dá pra explicar por que a cena 4 existe, a cena 4 sai.
O mesmo elemento muda de tamanho, cor e conteúdo de estado em estado, e o último quadro fecha no primeiro.
logo → botão Agendar → campo preenchido → carregando → confirmação → logo
Easing fixo vai de A a B numa curva. A mola acelera, passa um fio do ponto e assenta, como coisa que tem massa. E continua sendo função do tempo: o quadro 812 sai sem simular os 811 anteriores.
Botões e ícones: rápidos, quase sem passar do ponto.
Cards e telas: assentam de forma controlada.
Lenta, quase invisível. Ninguém pode se perder.
Entra firme e fica o tempo de ler.
Se tudo quica, nada parece preciso.
Cada borda numa mola um pouco diferente: o indicador estica e assenta.
A caixa cresce primeiro. O texto novo só entra quando cabe.
O tempo de cada palavra (whisper) vira marcação na timeline. Já fazemos.
ElevenLabs · whisperBatidas, compassos e o drop medidos. Mudança de estado na batida, momento grande no drop.
librosaTrilha abaixa sob a voz (já fazemos), mais compressor e limitador para não estourar.
ffmpeg · PedalboardMedido, não no ouvido. É o padrão das redes: nem baixo demais, nem esmagado.
pyloudnormFecha o olho e escuta o filme. Se o som não tem forma sem a imagem, ele não está pronto.
Contact sheet: 2 quadros por segundo, 6 por linha
Tira: 12 quadros seguidos no movimento mais rápido
Celular: quadros reduzidos a 360 px de largura
Loop: o vídeo duas vezes seguidas
Transições: quadros logo antes e logo depois de cada uma, que o contact sheet pula
Pulo e flash: checagem automática de quadro que salta ou pisca
Nota de 1 a 10, corrige os 3 piores, repete até 8 ou mais. Fecha com um relatório: tempos vistos, problemas, correções e o que ainda falta. Sem relatório, "ficou ótimo" não vale.
Entre um portão e outro o Claude roda sozinho, por horas se precisar. Errar no portão 1 custa um texto. Errar depois do render custa o render inteiro.
Guia de estilo e roteiro. Você lê dois arquivos curtos.
Referência e assets confirmados
Stills. Um quadro de cada cena, já criticado.
Você vê o visual antes de qualquer movimento
Animatic. Baixa resolução, com locução.
Você aprova o ritmo
Versão final + formatos. É a entrega de validação.
Depois vem a rodada de ajustes, como sempre
Asset faltando é bloqueio, não convite para inventar. Referência confusa vira uma pergunta ou um quadro de teste, não 900 quadros bonitos e errados.
Mesma história e mesmos tempos. Muda a abertura, o formato e o CTA. Cada formato tem layout próprio, calculado, nunca recortado do 16:9.
Cada entrega leva a lista do que foi usado: versão de cada asset, do template e do render. Evita mandar vídeo com KV ou tela desatualizada.
O Blender roda por script, sem abrir a interface. Eu escrevo a cena em Python, ele renderiza quadro a quadro. É a mesma lógica do render(t).
SVG do logo, das fitas, do objeto
extruda, luz, material e câmera por script
uma imagem por quadro, fundo transparente
texto, interface e locução por cima
Por script fica duro. Aí continua foto, vídeo gerado ou After.
PC de casa (4080 Super, 16 GB): render final.
Notebook (3050, 6 GB): só prévia rápida.
Extra: o Magnific gera modelo 3D a partir de imagem, e ele entra no Blender.
howseen-ai/claude-motion-design
Mesmo stack nosso. Checagens de pulo, flash e loop, motion blur, volume.
cth9191/animate
Revisão de texto cortado e sobreposto, comparação com a referência.
O que dá pra
criar com isso.
Onde o código ganha: produto, interface, dados, tipografia e explicador. Seis ideias para a SulAmérica, seis para freela e portfólio.
Tela real do app, cursor clicando, uma forma que nunca corta. Ex.: como agendar consulta.
Âmbar e laranja juntas, girando e assentando no KV. Vira abertura de qualquer vídeo.
O formato do winback, agora com autocrítica e os três formatos de uma vez.
Resultado de campanha pra apresentação interna: gráfico que se desenha, número que rola.
5 a 8 segundos, loop perfeito, a partir de carrosséis já aprovados.
Carteirinha em 3D e benefícios em tipografia que se move. Ex.: linha Vital.
Item extra na entrega de identidade. Cabe em projetos como Rodrigo Leite e Murmur. Preço é com você.
1 vídeo, 3 ganchos, 3 formatos, 2 CTAs e rodadas definidas. Escopo fechado, preço pela entrega, não pelo esforço.
Os cases do portfólio em 30 a 45 segundos, com a sua referência, não a de todo mundo.
Sakura e Mundo OK: ingredientes entrando, passos marcados na batida da trilha.
Festa ou chá: vídeo vertical curto pra mandar no WhatsApp.
Joia girando com luz controlada (Murmur). Modelo gerado de foto pode sair impreciso: vale um teste antes.
Por onde eu começaria.
Ler o código dos dois repositórios MIT e separar o que entra.
Montar a skill video-html: as 8 etapas, os portões e o checklist.
Instalar o Blender e fazer um teste curto das fitas em 3D.
Vinheta de 8 s: fitas em 3D + logo, em 3 formatos. Testa tudo de uma vez.
rari (@0xwhrrari) · 01/10/2026
Artigo "Motion Engineering: Build a Video Studio Around Opus 5.5". A base do fluxo, do checklist e dos portões.
seeco (@seeconvm) · 02/10/2026
Releitura do artigo acima com casos virais. Acrescenta o contrato de render, as molas que somam e a medição da trilha.
eigen (@e1genqq) · 13/10/2026
Artigo sobre transformar o fluxo em sistema: dados separados da animação, validação antes do render, matriz de variações, relatório de revisão.
Listas de repositórios · 27 e 28/10/2026
rari (15), Serena (12) e eigen (7). Daqui saíram pyloudnorm, Pedalboard, Blender, Kokoro e os dois repositórios MIT.
Nossas peças
Vídeo da jornada winback e vídeo de lançamento da linha Vital: o que já funciona hoje.
Ressalva
Os números de visualização e de custo dos posts não foram conferidos. Dos repositórios, li só os READMEs, não o código.